O arroz doce, tradicional de Portugal, é uma sobremesa preparada com arroz, leite e açúcar, perfumada com casca de limão e canela. Entre as famílias ricas de Portugal, ele era presença obrigatória em dias de festa. Daí a expressão “arroz-de-festa” para aquela pessoa que não falta em nenhum evento.
1 e ½ xícara de arroz lavado e escorrido
5 a 6 xícaras de água (depende se o arroz é do tipo mais durinho ou não)
1 litro de leite frio
1 colher (sopa) de margarina
1 xícara de açúcar
1 lata de leite condensado
1 pitada de sal
1 gema de ovo peneirada
canela em pau
canela em pó para polvilhar
Em uma panela grande, cozinhe o arroz com a água e a pitada de sal até ficar com consistência de canja, cuidando para não secar completamente.
Junte o leite frio (separe ½ xícara) e a margarina. Mantenha em fogo baixo, mexendo com uma colher de pau até engrossar um pouco.
Acrescente o açúcar, o leite condensado e a canela em pau (que pode ser substituída por calca de limão ou laranja). Cozinhe em fogo bem baixo, mexendo com freqüência, até ficar bem cremoso.
Num pirex pequeno, misture a gema com o leite separado e jogue na panela mexendo sem parar para cozinhar bem a gema.
Transfira para uma compoteira grande ou em tigelas individuais.
Sirva polvilhado com canela em pau.
Um pouco de história: Este doce deverá ter entrado na península pela mão dos árabes. De fato, a introdução da cultura do arroz na Europa, deu-se com a entrada deste povo na península no séc. VIII. O próprio étimo arroz provém do árabe “ar-ruzz”.
Referências a este doce são já conhecidas em textos árabes. É o caso do “Tratado dos Alimentos” escrito em 1162 por ABŪ MARWĀN ZUHR em Sevilha. Num outro manuscrito anônimo do séc. XIII, sobre a cozinha Hispanho-Árabe, encontra-se uma receita deste doce, aqui com o nome de “Arroz com mel”. Aparece com este nome, pois nestas primeiras referências é utilizado mel e não açúcar.

