
Carne de segunda é muito mais saborosa, disso todo mundo sabe. Além do preço que é bastante convidativo, dependendo do corte ela pode estar recheada de fibras ou gorduras ou ossos; tudo isso contribui para um prato com resultado final mais forte, especialidade os que têm paladar apurado e exigente.
Para garantir maciez ao prato, muita paciência no início do preparo é fundamental. E finalizar com o tal vinho perfuma a refeição e os elogios chegam com toda certeza.
Faço sempre assim, independente do corte, que pode ser maminha, acém, costela, paleta, enfim, qualquer carne bovina bem trabalhada:
Peço ao açougueiro que fatie a carne em bifes bem grossos, pois em cubos os sabores não chegam a todos os pontos.
Numa panela de pressão grande, coloco um fio pequeno de óleo e jogo toda carne dentro, sem tempero algum, mantendo o fogo alto.
Mexo sempre até que o caldo que se solta da carne desapareça e comece a dourar bem. Então, acrescento mais óleo, cebola em rodelas, alho moído e refogo. Depois é a vez de 1 caldo de carne, 1 talo de salsão picadinho, um pequeno galho de alecrim bem picadinho e 1/2 pimenta dedo de moça sem sementes.
Coloco água fervente dentro, o suficiente para que a carne fique totalmente coberta. Não pode ser usada água morna ou fria, senão a carne não fica macia nem por decreto.
Fecho a panela e conto uns 30-40 minutos na pressão. Abro, verifico a maciez e, se necessário, fecho mais um pouco.
Quando percebo que está no ponto, adiciono 1/2 xícara de vinho tinto (que está aberto na geladeira de alguma noite anterior) e 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido. Mexo mais uma vez e sirvo imediatamente com arroz branco, salada verde ou um simples pãozinho crocante.
Tudo de bom meeeeeesmo!
