Num certo domingo, passeando pela casa da minha mãe, uma imagem me chamou a atenção: a parreira da casa vizinha com inúmeras folhas que caiam sobre o muro, pelo lado de fora, na calçada.
Hoje nesta casa vazia não vive mais a moradora mais simpática do pedaço, a querida tia Sula, que partiu há pouco tempo para a casa do Pai. Pensei em pedir permissão para apanhar algumas folhas, mas pra quem?!? Sei que seus filhos não ficariam chateados ou aborrecidos com minha atitude, afinal pretendia pegar só algumas. Primeiro, olhei bem o muro, perdi investi um certo tempo observando a beleza da planta e só imaginando o interior de seu jardim, que deveria estar repleto de brotos e de futuros cachos de uva. E quanto carinho empregado para deixar aquele pé tão viçoso! Coisa linda de casa de interior, beleza natural e rústica mesmo!
E, num flash de pensamento, juntou um pouco de saliva em minha boca quando me lembrei dos sabores que algumas daquelas folhas poderiam proporcionar num delicioso charuto em folha de uva, prato originalmente árabe (ou seria turco, ou sírio, ou libanês?!? – sei lá!)
Com a ajuda de uma tesoura, apanhei algumas folhas (ops), só as mais clarinhas e novas para o preparo.



